quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A defesa do cérebro contra a prisão material.

Se durante o sono, onde sonhamos, o nosso verdadeiro ego se manifesta mais livremente. Se quando sonhamos temos a capacidade de fazer aquilo que realmente queremos, dizer o que realmente pensamos, lutar contra aqueles que pensamos ser os inimigos. Se podemos fazer tudo isso dormindo, não é melhor aproveitarmos o momento? Algumas pessoas voam durante o sonho, sentem-se livres, visitam seus locais preferidos, amam os seus amores impossíveis e experimentam sensações que talvez nunca se concretizem no mundo material, fazem as mais variadas ações sem pensarem nas consequências, pois no sonho elas não existem. Falo aqui claro dos sonhos onde temos controle, onde sabemos que estamos sonhando, pois os sonhos podem vir às vezes (normalmente) com pinceladas de crueldade, medo,dor,terror, onde se manifestam como pesadelos cruéis e quase intermináveis. Esquecendo o lado negro do sonho, é bom aproveitarmos os momentos íntimos com nós mesmos, descobrindo a nossa verdadeira pessoa, mesmo que isso não passe de uma "armadilha" do cérebro, uma ilusão provocada pela nossa natureza animal.
Sonhar sem receio de errar, exagerar, sem medo de se jogar em precipícios, pois afinal, é apenas mais um sonho.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Sê humano:Sentimentos opostos como simplicidade íntima.

Pode-se imaginar o repúdio como algo ruim, talvez ele se manifeste de uma forma não muito confortável em alguns. Essa aversão a tudo que não é do interesse pessoal, torna-se mais intensa quando já não há mais motivos para disfarçar, suportar, melhor, simplesmente fingir que aquilo não incomoda. É um estado intimo que vai-se tornando público a medida que não se sabe como controlá-lo, se é que repudiar algo, possa estar no controle da situação humana.
Algumas pessoas podem simplesmente conviver com isso de maneira amena, mesmo que eu não tenha conhecimento de alguém assim, mas acredito que possa. Outros, conseguem viver mas carregam a cada dia um peso enorme, pois não encontram uma maneira de descarregar esse problema. Ser indiferente parece a melhor opção no caso. Compreender o seu objeto de repúdio pode ser uma boa saída, claro, corre-se o risco de se conhecendo melhor o problema o mesmo aumente, todavia pode ser que ele se extinga.
Qual o motivo do repúdio? Geralmente está associado a alguma mágoa, algum assunto não resolvido ou um simples preconceito.
São as emoções e sentimentos humanos que nos fazem assim, humanos.
Então, repudiando ou não, querendo compreender ou não, sendo indiferente ou não, não se repudie por às vezes ter sentimentos considerados pela ética vigente como sendo maus.
Somos humanos, animais como qualquer outro, que temos medo, ódio,inveja,mágoa. Temos tudo isso e muito mais.

domingo, 11 de dezembro de 2011

A democracia musical

A música é algo muito democrático. Desde os mais pobres aos mais ricos podem desfrutá-la com pouco: os ouvidos. E ela expressa exatamente aqui que se deseja ouvir. Podem ser os problemas sociais, existenciais, os romances frustruados (que sempre estão em alta) e o simples fato de poder se mover seguindo um ritimo. Todo o resto é consequência. Quando um texto ganha movimento e ritimo ele pode mover qualquer coisa e por qualquer coisa quero dizer acima de tudo o ser humano. Nós somos pobres,sempre o fomos, lidamos com tremendos perigos todos os dias e o pior de tudo, sabemos disso. Mas conseguimos mesmo assim construir meios para nos livrar ou mascarar esses problemas. A música deve ter sido uma das melhores coisas criadas pela nossa raça. Ela acalma e agita, ao mesmo tempo que nos faz refletir ou desdenhar. Concentração e força. E o texto ganha proporções gigantescas quando é acolhido por determinado grupo.
A música sempre será (espero), um meio para que possamos esquecer tantos desafios, afinal, ninguém gosta de desafios, de enfrentá-los, mais fácil seria se não existissem.
Por isso eu canto, danço, componho,e dissemino dentro de mim o rítimo que preferir. Todos nós deveríamos fazer o mesmo. Seja você o que for, ou o que queira ser, a música estará ai se precisar dela e por mais que você seja, ou pareça ser imóvel, um dia terá que se mover! Pode ser agora.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Uma nova tendência: A Indiferença Pessoal

É possível simplesmente negar tudo o que vemos. Não querer ouvir o que ouvimos e nem sentir aquilo que sentimos. Podemos, e esta é a tendência, deixar para o passado todos os mitos que carregamos até agora e assim criando uma atmosfera impenetrável de um materialismo e indiferença quase cruéis. Colocamos em frente aos nossos olhos uma frase "Amarei apenas aqueles que me amam", desta frase derivam as outras, tudo isso pois nos tornamos egoístas. Egoístas, nós nos tornamos aquilo que mais odiávamos, mas foi a maneira encontrada para nos proteger de tantas e tantas mentiras. Nossos deuses, heróis,sonhos, todos foram frustrados e nossa fé tornou-se um caminho perturbador. Vamos aos poucos procurando mais e mais respostas, pois é isso que nos mantém vivos, se assim não fosse teríamos terminado com nossa vida. Conseguimos nos adaptar às frustrações, quando a cada instante que a nossa nova crença se mostra falha, logo estamos procurando outra e outra até que não saberemos mais onde procurar.
E onde isso irá parar? Não temos a mínima ideia. Mas é possível simplesmente negar tudo o que vemos. Não querer ouvir o que ouvimos e nem sentir o que sentimos é um direito que ninguém pode nos tirar. Entretanto, corremos o risco de continuarmos presos em um mundo de mentiras, sem ao menos tentar encontrar a verdade, mesmo, mesmo que ela não exista.